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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Confirmada greve de ônibus a partir de segunda-feira (18)

Nesta terça-feira (12), foram realizadas duas Assembléias gerais no Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários), uma pela manhã e outra pela tarde. Nestas assembléias, foi consensual a decisão por greve a partir das 00:00hrs do dia 18 de Maio de 2009 (segunda-feira).
Segundo o secretário de informação do Sintetro Francisco das Chagas Souza, o Índice nacional do Preço do Consumidor (INPC) foi calculado e chegou à conclusão de que 18% dos salários dos trabalhadores estavam acumulados desde 2008. Potanto, o Sintetro reinvidica as seguintes questões:
- Aumento de 18% no salário;
- Reajuste dos tickets;
- Redução da jornada diária de trabalho de 44 para 36 horas;
- Construção de terminais e de uma integração de terminais;
- Construção de banheiros com divisão de sexo;

O motorista Jair Garsses da Silva, que pilota a linha SOCOPO, da empresa Transcol, trabalha no turno da tarde. Começa às 13hrs e chega no terminal às 20:40hrs. Segundo ele: “Os usuários reclamam quando passamos do ponto, mas adoram quando paramos para eles fora das paradas. É muito fácil ouvir reclamações, e isso ajuda a aumentar o estresse. Nós também quase sempre somos os culpados de acidentes, e temos de arcar com danos físicos. Ao fim do dia, só nos resta exaustão e estresse. A construção de terminais poderia ajudar a diminuir nosso estresse, nos permitindo mais pausas de corridas”, afirma.

Antes destas assembléias realizadas pelo Sindicato dos Motoristas, no dia anterior, a segunda-feira (11), havia sido realizada uma reunião para discussões de mudanças para os trabalhadores entre o Sintetro e o Setut, tendo o SRTE (Superintendência de Trabalho e Emprego), como mediador da justiça. Eles, supostamente, escutariam ambos os casos e apresentariam uma proposta alternativa. “Vendo nosso pedido completamente diferente ao de nosso patrão, o SRTE não apresentou proposta nenhuma, ficou apenas como ouvinte”, diz o secretário de informação do Sintetro. (Veja mais no site do SETUT)

“Uma empresa como a TRANSCOL, com essa atual passagem no valor de R$ 1,75, teria de possuir mais de 700 funcionários. A transcol não possui muito mais de 600 funcionários, o que trás um grande lucro às empresas. Nós temos uma planilha de custo que é aprovada pela prefeitura. Quem encaminha esses custos é o SETUT. No entanto, a prefeitura não possui nenhum fiscal para confirmar o tempo de vida dos pneus e outros equipamentos, quantos litros de óleo diesel são necessários para a frota de cada linha, enfim, todos os gastos. Então não se sabe ao certo, o quanto essas empresas lucram. As empresas têm um número de frota a cumprir, que nem sempre são cumpridas. Com a diminuição dessas viagens, há um corte nos gastos”, reinvidica Francisco das Chagas.
Continua ele: “As greves de nossos serviços de transportes nunca prejudicaram ninguém, pois a prefeitura aluga e cadastra transportes de fora da linha normal para fazerem o trabalho. O serviço não deixa de ser prestado.”

E o camelô Antônio Pereira da Silva concorda: “Continuo acordando em meu horário de costume, é só pegar os ônibus ‘quebra-galho’.”

OS QUE GANHAM COM A GREVE

O moto-taxista Humberto Saraiva trabalha no ramo do moto-taxi há mais de 10 anos, e é sua atividade principal. “Com a greve dos ônibus, nossa demanda apenas aumenta um pouco, em torno de 30%.”

Ouça o preço da corrida via moto-táxi, do centro até a UFPI

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FOTOS:
Foto 1
Foto 2
Foto 3
Secretário de Informação do Sintetro

SITES RELACIONADOS:
Blog da TRANSCOL
Saiba o que é INPC
Site da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PI)
Localização do Sintetro no Google Maps
Localização do Setut no Google Maps


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Postado por: Luana Campos

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Faculdades suspendem aulas por causa das chuvas

Em decorrência das enchentes que atingem diversas áreas de Teresina, as maiores instituições de ensino superior da cidade tiveram suas aulas suspensas.

A Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portela, divulgou nota no site oficial, informando a suspensão das atividades docentes por 72 horas.

De acordo com o Chefe de Departamento de Comunicação Social, Magnus Pinheiro, hoje, pela manhã, foi enviado a todos os departamentos da UFPI um comunicado que deve ser obedecido criteriosamente.

A UESPI, Campus de Teresina, Barras, Esperantina, União, Piracuruca e Luzilândia, também teve suas aulas paralisadas por 72 horas.

As instituições CEUT e CEFET também suspenderam suas aulas, porém, apenas por 48 horas.

Os alunos, aparentemente, aprovam tal suspensão, mesmo com a possibilidade de um certo atraso no período.

“Essa paralisação foi uma boa saída, afinal, vários pontos próximos à UESPI ficam alagados a ponto de inviabilizarem a passagem de carros pequenos. Eu tenho dificuldades para chegar na Universidade quando há chuvas torrenciais. Não tem problema atrasar 3 dias de curso, pois podem ser facilmente repostos pelos professores, pelo menos no meu curso.” (Luccas Teóphilo (21) – estudante do 2º período de Direito)

“Essa paralisação foi essencial, apesar do atraso que pode acarretar. O trânsito está inviável, e maior parte dos alunos moram distante, precisando de automóveis para locomoção. O congestionamento termina causando tamanho atraso, e ainda tem possibilidade de acidentes. As chuvas abalaram por demais a estrutura física da capital, mas nunca pensei que elas fossem atingir o ensino de uma forma tão direta.” (Garem Vilarinho (18) - 1º período de Engenharia Mecânica do CEFET-PI)

“Teresina só está com duas pontes viáveis. A paralisação das aulas ajuda bastante no tráfego dos carros. Algumas vias estão impossibilitadas de serem trafegadas, e muitos alunos não têm condições de freqüentarem as aulas. Seria injusto que estes alunos fossem tomados como faltantes ou tivessem outro tipo de punição.” (Idria Portela (20) – 5º período de Jornalismo do CEUT)

No entanto, nem todas as faculdades aderiram prontamente a essa decisão. A FACID, de início, não parecia querer acatar com a suspensão.

A estudante de 9º período de Medicina, Adjra Vilarinho (25), compreende e concorda, de certa forma, com a situação. "Eu acho que as instituições privadas têm o direto de decidir quanto a aderir ou não à paralisação. Às vezes, na FACID, eles proíbem a aplicação de provas ou atividades avaliativas, para que alunos que realmente fiquem impedidos de ir por dificuldade de transporte ou por outro motivo, não saiam prejudicados. Na verdade, não sei se isto está acontecendo ou não, pois no internato a gente perde um pouco o contato com a faculdade, porque ficamos em campo de trabalho... Inclusive, eu que estou no PSF hoje, vou passar a tarde no auxílio às famílias desabrigadas do Bairro Água Mineral... Apesar de tudo isso, acho que a paralisação ajudaria na reorganização da cidade, pois diminuiria o caos no trânsito e daria tempo a pessoas que estão passando por dificuldades, alunos e professores, de se recuperarem de alguma forma, pois sei que está difícil para muita gente sair de casa. Tem gente que teve a casa alagada ou está abrigando outra família... É uma situação difícil.", afirma.

Já outros ficam bastante indignados. “Eu acho isso um absurdo! É inaceitável a falta de sensibilização com a situação de Teresina. O presidente está aqui, então é porque a coisa é séria. Se todas paralisaram, por que a FACID também não acata a situação, o que ela tem de diferente? Ela por acaso busca os alunos de helicóptero? Ela é mais importante que qualquer outra? Eu gostaria de saber no que vai adiantar colocar aulas sendo que poucos alunos irão.”, reivindica o estudante de 8° período de Direito da FACID que não quer ser identificado.

No fim, a FACID acabou também acatando à suspensão, com a ajuda de reclamações de pais e alunos, segundo os próprios alunos da instituição. A faculdade postou uma nota em seu site oficial,confirmando a paralisação por 48 horas.


Postado por: Luana Campos e Viviana Braga